Um vez, ouvi um escritor falar, que o motivo pelo qual ele escrevia, era a necessidade que tinha de lembrar de coisas. Um sorriso, momentos, cenas, algo que não passou despercebido aos seus olhos e que diante dos sentimentos que lhe trouxeram, os transformava em palavras. Lembro que até cheguei a concordar com ele na época, mas ontem eu percebi que não era isso.
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Memórias da vovó
Chovia forte, e ventava mais forte ainda. Aquelas chuvas de novembro, capaz de carregar tudo, menos a saudade. Como já dizia á minha vó. Sentei ao lado dela, e ela me parecia pensativa, segundo ela saudades do meu avó, que estaria viajando.
Cheiros e lembranças
Tem gente que tem um
perfume amadeirado, outro um mais doce, outro mais amargo. Digo, cheiro
próprio. Aquele que fala mais alto que
qualquer colônia, por mais barata ou chique que seja. Mais forte que qualquer
outra. É como uma pulsação, própria.


