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Uma hora você acaba se apaixonando


Um dia você vai se apaixonar loucamente virtualmente por alguém. Mesmo que virtualmente, alguém que more no mesmo estado que você, ou do outro lado do Brasil, do mundo. Á 10,20,30, mil km. Alguém que vai fazer tua vida virar de ponta cabeça, e que vai te arrancar sorrisos mesmo de longe.


Ciclo vicioso de amar


Sentada diante do sofá vermelho da sala de estar da sua casa, Lorena pensou em quantas e quantas vezes já havia repetido aquela cena, sabe aquela sensação de déjà vu? pegou o celular mais uma vez só pra checar se tinha algum sms dele. Já era a 3° briga aquela semana, o motivo? As futilidades de sempre. Aquilo tinha que tomar outro rumo, pensou ela, como sempre pensou tantas outras vezes. Ela pensou nas infinitas coisas que poderia fazer longe dele, nas infinitas pessoas que poderia conhecer, nas infinitas situações que poderiam lhe ocorrer, quase que com um sorriso nós lábios ela desejou que fosse definitivamente o fim. Passou a mão nos cabelo, era uma mania que ela tinha, quase como a de balançar a perna infinitamente quando estava ansiosa. Levantou, foi até o banheiro, pegou aquele batom vermelho, que ela sempre usava, o seu favorito.  O vermelho lhe caia muito bem, realçava o tom da sua pele. Pensou em ligar pra amigas, sair pra dançar, beber alguma coisa que a deixe um pouco mais leve, seu corpo estava pesado, carregado de sentimentos, assim como seu coração. 

Depois de pensar em tantas coisas e em nada ao mesmo tempo, ela voltou ao sofá vermelho. E dessa vez pensou em todos os momentos que viveram juntos, em todas as risadas, todas as coisas bobas que os casais apaixonados fazem. E desejou que ele estivesse ali. Era sempre assim, eles nunca passavam mais de três dias sem se falar, alguém sempre dava o braço a torcer. E era assim que eles eram felizes, nesse jogo do amor, de ferozes possibilidades inimagináveis, e as pessoas não entendiam que aquele era o tempero do amor deles. Imaginou onde ele estaria agora. Pensou algumas besteiras, pensou em ligar, mas recuou, porque no fundo ela sabia que é desse jeito que eles se completam, se desejam e se entregam. No fundo ela gostava desse jogo de gato e rato que ela sabia onde iria acabar. Afinal quem disse que o amor era pra ser entendido. E após pensar e repensar, ela adormeceu no seu sofá vermelho, quase como uma princesa de um conto moderno, vestida pra balada, esperando ele ligar, como tantas outras vezes, era o seu ciclo vicioso de amar. 


Luana Sphinelly, É aquele tipo de amante a moda antiga, que ainda manda flores e adora escrever sobre o amor.